ART E ARTE de RODRIGO BRASIL
Arte, quadros, pensamentos, reflexões e poesia. A arte é entre outras coisas uma forma de pesquisa, onde se desvenda os misterios que envolvem o homem e seu coração. Esta é a arte expressiva, simbolica significativa. Galeria Virtual e cumplice de todos os meus questionamentos
Acho que sonhei muitas vezes em abrir esta porta e voar por cima desta floresta que eu amo. Tantas vezes quanto eu sonhei des de que meu pai me deu "Enterre meu coração na curva do Rio" que meu coração teria de ser enterrado ali, naquela floresta, naquele chão que pisei tantas vezes e que se fundisse a todo o misterio e poesia daquele lugar.
Nobody's fault but mine
Nobody's fault but mine
If I die and my soul be lost
nobody's fault but mine
I had a mother who could pray
I had a mother who could pray
If I die and my soul be lost
nobody's fault but mine
I had a mother who could sing
I had a mother who could sing
If I die and my soul be lost
nobody's fault but mine
Nobody's fault but mine
If I die and my soul be lost
If I die and my soul be lost
nobody's fault but mine
Palácios de Plutão
Manifesto sobre a realidade
Acho que vivemos na mais perigosa das épocas.
Um período onde nada no mundo tem sentido algum
E onde o próprio nada pode ter sentido.
Um vazio esgota do homem tudo que havia ali de humano,
e quando se busca algo dentro, não há nada.
Uma arvore é simples “matéria prima” desprovida de qualquer significado
Falamos então de “recursos naturais” e de “recursos humanos”
Algo que podemos usar a nosso favor, somos donos e não temos dom algum.
Busca-se o “ser” e encontra o “não ser”
Vende-se então a idéia de “ser” dentro de um vazio tão grande,
mas, tão grande que a insatisfação deste leva a comprar mais e mais deste “não ser” disfarçado de “ser” que só nos esvazia mais por dentro.
A ignorância se disfarça de arrogância e critica tudo sem nada querer entender.
Tudo é relativo e, ou, subjetivo...e nada surge de lugar algum.
O relativismo extremo exerce uma impossibilidade de criar relações.
Nada, vem do nada, e caminha para nada.
Todos os conceitos que transcendem o homem caem um por um, sem valor:
Deus, O amor, a beleza, a tristeza, a honestidade, a honra, a alma, ...
todos são relativos e subjetivos em um mundo que nega sua existência.
Onde o poder de argumentar pode afirmar qualquer relativismo.
Pode afirmar que o amor está em uma bala de morango
A ilusão do “ser” é idêntica a ilusão do “amor”
A beleza enquanto arte é uma ilusão, uma questão de ponto de vista, de explicação
Damos valor a coisas importantíssimas então:
o progresso, o dinheiro, a evolução, o moderno, o status, a carreira, a novidade.
A novidade é uma coisa louca, se prefere algo novo e pior do que algo bom, mas antigo. Se prefere algo pior porque é mais novo ? se prefere algo pior???
Um excesso de técnica em um mundo que progride sem reflexão
Uma fé no progresso “temos de continuar progredindo” para onde???
Acho que caminhamos para o mais perigoso dos tempos, onde a humanidade não terá mais nada de humano.
Sabemos tudo sobre a matéria do homem, seus genes, seu cérebro, sua carne.
Mas sabemos menos sobre a essência do homem do que a dez mil anos atrás
Percebi de forma triste que:
as cidades em toda a história da humanidade foram feitas para serem bonitas
É o único momento da historia que a beleza é o que menos interessa a uma cidade
Vender quanto mais apartamentos e mais caros é a única coisa que realmente conta.
Um excesso de eficiência de técnica para nenhuma criatividade.
Original se torna tudo aquilo que não foi feito antes, qualquer coisa que não foi feita é original, qualquer coisa absurda que for feita é original
e se esquece que original é o que volta a origem aquilo que encontra e essência
Caminhamos para o absurdo da realidade,
chegaremos em breve no absurdo da vida, onde a vida não tem sentido algum
é mais racional apostar na falta de sentindo da razão.
Arte e Imoralidade
Sobre o Homem Racional
Os vastos Palácios da Memória
“Quando ali penetro, convoco todas as lembranças que quero. Algumas se apresentam de imediato, outras só após uma busca mais demorada, como se devessem ser extraídas de receptáculos mais recôndidos. Outras irrompem em turbilhão...”
“Tudo isso realizo interiormente, no imenso palácio da memória. Ali eu tenho às minhas ordens o céu, a terra, o mar, com tudo o que neles puder perceber, com exceção do que já esqueci. Ali encontro a mim mesmo, recordo de mim e de minhas ações, de seu tempo e lugar, e dos sentimentos que me dominavam ao praticá-las”
(Santo Agostinho: Confissões/ ano 398; página 219)
Exposição Chácara- de Rodrigo Brasil 04 de Julho Galeria do Minas

Exposição Chácara
Artista: Rodrigo Brasil
Abertura dia 04 de Julho de 2011 às 20:00 horas
Loca: Galeria de Arte do Minas Tênis Clube (unidade II)
Av. Bandeirantes 2323- Serra - Belo Horizonte/ MG
A série conta com mais ou menos 20 quadros acrílica sobre tela e algumas fotografias.
Esta Série Chácaras é uma homenagem ao lugar que eu amo, as montanhas e terras que fizeram minha infância mágica e minha adolescência uma aventura interminável. Para os morros, campos e trilhas que vivem no meu imaginário indissociáveis do que eu sou.
Eu pinto então alguns lugares que conheço, que estão na minha memória tentando dar a sensação que tinha sobre eles. Em outros momentos invento os lugares, ou misturo vários deles em um só tentando ser o mais verdadeiro possível com o que eu sinto. Brinco assim com as cores e as formas dos espaços que vivem dentro de onde eu sou.
A dialética do Esclarecimento
Belas Maldições
de sua própria criação, que poderia ser comparado, da perspectiva de qualquer
um dos outros jogadores, (todos os dois) a estar envolvido numa obscura e
complexa versão de pôquer numa sala completamente escura, com cartas em
branco, por apostas infinitas, com um crupiê que não lhe diz quais são as regras,
e que sorri o tempo todo."
Neil Gaiman & Terri Pratchett - Belas Maldições
O Julgamento
Um orgulho humilde
E um amor dolorido
Honesto condenado
Valente fugitivo
Uma calma ansiosa
E uma casa vazia
A Alma sem Deus
De um completo partido
Verdade punida
E Ego impune
Exílio querido
Sorridente derrotado
De Honesta Valentia
Rodrigo Brasil
O maior erro da nossa geração
Exposição CHÁCARAS- 09 de setembro de 2010
Na Galeria de Arte Professor Sylvio Vasconsellos
do Intituto de Cultura Brasil Estados Unidos ICBEU
Rua da Bahia 1723
09/09/2010 às 19:00 horas
A Galeria é aberta à comunidade, de segunda a sábado, das 8 às 21 h, e domingo, das 16 às 21h.A entrada é franca

Esta Série que estou desenvolvendo se chama: Chácaras, é uma homenagem ao lugar que eu amo, as montanhas e terras que fizeram minha infância mágica e minha adolescência uma aventura interminável. Para as morros, campos e trilhas que vivem no meu imaginário indissociáveis do que eu sou.
Eu pinto então alguns lugares que conheço, que estão na minha memória tentando dar a sensação que tinha sobre eles. Em outros momentos invento os lugares, ou misturo vários deles em um só tentando ser o mais verdadeiro possível com o que eu sinto. Brinco desta forma com as cores e as formas dos espaços.
sobre a visão da realidade
Noite nas Montanhas VI
...descreveu van Gogh como estando possuído por um demônio ...
“Nos jardins de Arles e no hospício, van Gogh pintou à mesma velocidade, com a mesma absorta obsessão pela luz e com a mesma maníaca plenitude criativa. Mal tinha completado uma de suas telas incandescentes e já o seu pincel infalível estava a começar a seguinte, sem paragens ou hesitações, sem planear ou deliberar. O seu principio era, sobretudo, o da criação, o da clareza demoníaca e da velocidade de visão e o da continuidade ineturrupta.”
Zweig descreveu van Gogh como estando possuído por um demônio que não lhe saia do corpo e que o levaria à destruição.
A Caverna
Nascemos sem saber ver e ouvir
Encerrados em uma caverna muito escura
e acabamos nos acostumado a isso.
O mundo de verdade, no entanto
é belo, cheio de sons e cores.
Sua beleza é tão intensa
que dói o simples fato dela existir com esta perfeição
A complexidade da beleza é tão luminosa
que é impossível olhar pela primeira vez para ela
sem que esta luz nos cegue novamente
Por isso é necessário aprender a olhar
Aprender a ouvir.
Mas por algum motivo preferimos nos recusar a olhar e escutar
e nos privamos de tudo que é realmente belo.
Voltamos para a caverna, porque todos estão dentro dela
e todos se confortam dizendo que ela é bela
voltamos para a segurança das certezas que conhecemos
Porque todos têm certeza disso
e escolhemos não ver nem ouvir
continuamos cegos e surdos enquanto o mundo esta ali
ao alcance de nossos olhos e ouvidos
e compensamos isso falando.
Agradeço a Van Gogh, como a tantos outros, por ter visto o mundo de verdade por mim me contado como ele realmente é, e não ter me poupado de absolutamente nada.
Ele disse"É gravemente Belo"
Então, Sempre que olho, me pergunto: É GRAVEMENTE belo??? Estou olhando para caverna ou para o mundo?
Medo de desperdiçar meus dias com tudo que não tem sentido, com as coisas que não significam nada e acabar vivendo sentado no frio.
Desejo saber que todas as vezes que volto pra casa eu tenha realmente vivido aquele dia e não em uma ilusão. Não fantasiar ser, mas realmente ser. Não so ser honesto com os outros, mas comigo mesmo.
A Ignorância
Nenhum pensamento ou opinião é superior a outro.
Não há argumento, que não deva ser levado em consideração.
Não existe verdade absoluta. (a não ser que estritamente abstrata como é a matemática.)
O mundo é feito da junção dos diferentes pontos de vista.
Assume sua ignorância aquele que acredita saber tudo sobre qualquer tema.
Frente a Escuridão que se atire no mínimo a flecha flamejante da hipótese (se ela não acertar o alvo, pelo menos mostrará onde ele não está)
Só é possível saber de verdade quando se assume o risco da incerteza e se está disposto a questionar, não só os outros, mas principalmente a si mesmo.
A avalanche da soma das certezas das pessoas, não faz com que algo seja verdade por mais intransponível que isso as faça parecer.
Rodrigo Brasil
Tigre
Acho que sou como um tigre
E vago pela noite sem destino
Percorro os abismos sombrios
Onde minha alma pediu abrigo
Sim, sou como um tigre
E não tenho nada,
Só minha vontade e minhas garras.
Vago no escuro,
Em meio às estrelas e as árvores
Perdido em meus pensamentos
Eu não sou nada.
Percorro em silencio
Uma noite sem fim
Onde nem os oceanos do tempo
Não importam para mim
Rodrigo Brasil














































